quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Britney está de volta

Britney está de volta

Britney está de volta

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

I am... Sasha Fierce

Beyoncé finalmente resolveu apresentar seu alter-ego ao grande público, em seu último CD, a cantora de 27 anos, deu espaço á sua colega-entidade de palco: Sasha Fierce, que seria á própia beyoncé em seus momentos sexys, divertidos e agressivos.
Sasha aparece na 2° parte do CD duplo da diva, CD de cor negra por sua complexidade, e de leve alusão ao caráter de Sasha. Entre as canções de Sasha fierce, se destacam " Single Ladies" e "diva", o primeiro já é hit, onde a cantora evoca todas as moças solteiras, esbanjando sex appeal, em "diva" mostra tudo que aprendeu com os rappers no quesito "marra", até mesmo em sua letra recheada de ostentação.
Já no modesto, porém pláusivel I am..., intencionalmente branco para indicar pureza, Beyoncé tenta mostrar seus vocais e não seu corpo, em canções que prevalecem as cordas e pianos, com letras que contam amargurados casos amorosos. Em I am... vale ouvir "disappear" que soa leve aos ouvidos e "halo" para cantarolar no chuveiro.
Em geral o album inteiro é bom, Beyoncé consegue se dividir perfeitamente em um anjo sublime em "ave maria" e num demônio agressivo em "diva". Album digno de um grammy , o dificil é encaixar Beyoncé em alguma categoria, parece que a cantora preferiu se distanciar de rótulos musicais e fazer algo mais livre,atirando para todos os lados, os fãs sentirão falta das pulsantes canções de R&B a lá crazy in love e irreplaceable

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Moralismo,logo aqui IN BRAZIL




Aconteceu na ultima edição do são Paulo fashion week, no desfile do conceituado estilista Amir Slama para a Rosa Chá;Um modelo em sua plena forma se apresentou no desfile tomando uma ducha inteiramente nu e arrancou sussurros e gritos histéricos de todas as mulheres e de alguns homens que assistiam ao desfile.Mas isso não me assusta o que mais me chocou foram os inúmeros comentários e artigos publicados após o desfile, em sua maioria reprovando o ato que ao meu ver teve a intenção de trazer algo novo ao desfile.

“Fiquei espantado ao ouvir comentários do tipo: “foi uma pouca vergonha”. “ eles já estão apelando para pornografia”. Ouvir esses comentários em um país que os habitantes são o 3° povo que mais faz sexo no mundo,onde todo ano é tradição um desfiles de mulatas semi-nuas na avenida,num país onde a apresentadora símbolo da infância de milhares de pessoas tem o passado recheado de revistas masculinas e filmes eróticos ,onde os programas de humor perdem o foco para gostosas de biquíni rebolando frente as câmeras.

Para mim só resta a indignação de ver uma nação que morre de fome mas não deixa de ser hipócrita onde o habito mais bonito é julgar o outro mesmo tendo errado com a mesma situação no caso da nudez do desfile aos meus olhos foram vistos como uma manifestação artística e não uma nudez gratuita com a qual estamos entediados, talvez seja essa a aversão do povo talvez eles estejam assustados com a arte e não com a nudez,está aqui meu desabafo.

domingo, 15 de junho de 2008

Moda em 1968.Uma juventude regada a excessos e revoluções


Imagine uma época em que as pessoas estavam dispostas a balançar tudo já estabelecido, insatisfeitas com o conformismo, onde havia uma juventude que precisava expressar de todas as formas o que pensava e acreditava, imaginou?; Pois é acertou é o ano de 1968, que para alguns e o ano que não terminou,para outros o ano que enterrou todas as utopias, com o mundo da moda foi diferente,a moda conseguiu absorver toda a manifestação cultural e social da época, era o ano da juventude,até porque os jovens estavam fazendo de tudo para estarem em evidência, um ano em que os grandes estilistas perderam o poder de ditar as tendências, eles simplesmente foram invadidos pela moda urbana, couberam a eles apenas repaginar a moda que foi estabelecida pelos jovens nas ruas, Yves Saint Laurent um dos mestres da alta costura, foi um dos pioneiros nisso vendo que a alta costura perdia terreno, fez questão de dar um ar mais elegante a moda de rua.as mulheres ganharam toda uma ousadia com o advento da minissaia,reflexo da liberação sexual e a pílula anti concepcional;a maquiagem era algo essencial para as jovens a maquiagem nos olhos com delineador nos cílios inferiores estilo Emilia era marca registrada.

A moda masculina, por sua vez, foi muito influenciada, nos início da década, pelas roupas que os quatro garotos de Liverpool usavam, especialmente os paletós sem colarinho de Pierre Cardin e o cabelo de franjão. Também em Londres, surgiram os paletós cintado, gravatas largas e botinas. A silhueta era mais ajustada ao corpo e a gola rolê se tornou um clássico do guarda-roupa masculino. Muitos adotaram também a japona do pescador e até mesmo o terno de Mao.
No Brasil quem se destacava era a estilista Zuzu Angel que tentava fazer uma moda bem brasileira;é claro sem se desfazer das tendências internacionais;certa vez teria dito que ao passar um tempo na Bahia teria pegado emprestada a renda das baianas do candomblé e da umbanda para colocar em uma de suas criações,

No mundo afora o rosto que representava o cenário fashion era de Twiggy,

Termo que quer dizer “graveto” em inglês, foi uma das primeiras modelos que iniciaram a tendência “slim”, ao fazermos uma analogia podemos compará-la com a nossa Gisele Bündchen, era a top das tops da década de 60 e foi a partir dela que surgiram as exigências de modelos de corpos magérrimos

Ao repararmos todo esse cenário do mundo da moda de 68,percebemos a um

nível mais extenso que as revoluções e pensamentos da juventude precisava se

manifestar de todas as formas e encontrou na indústria têxtil um ótimo apoio,

ou melhor,encosto para ali depositar suas idéias vanguardistas que refletem

ate os dias de hoje e que continuam a vestir dos pés a cabeça jovens e adultos,

mas é claro que em 68 a preocupação maior era vestir a cabeça da juventude

com ideais.

segunda-feira, 19 de maio de 2008





Resenha Crítica do Livro 1968 –O ano que não terminou

O livro tem inicio em uma festa de reveillon na casa de Helô ,onde era ponto de encontro de grandes figuras da época,entre eles artistas,escritores,jornalistas

Formadores de opinião e futuros ícones de 1968,o livro começa relatando uma insatisfação social que já havia acontecendo em anos anteriores e que estava prestes a estourar com força total,todo tipo de rebeldia era aceito para justificar a revolta da sociedade, com a mesmice.

Alguns valores morais estavam sendo ultrapassados ou melhor destruídos,ao menos ouve a tentativa de destruir valores,como o casamento, a monogamia, a fidelidade.Apareciam os primeiros casais que se diziam ter uma relação “Aberta”, as mulheres ganharam uma ousadia melhor para destruir os tabus,era

Auge do feminismo,buscavam libertação dos valores patriarcais,ganharam mesmo que discriminado o uso da pílula anticoncepcional,até a moda refletia esse momento de ousadia com a minissaia.Os valores familiares perdiam força,era normal os filhos se rebelarem contra seus pais,vários pensadores da época afirmam que a juventude de 1968 foi a mais politizada e intelectualizada,eram regados a livros, alguns diziam que era a ultima geração dos grandes escritores, a rádio estava perdendo força para a televisão, mas esta ultima estava longe de atingir o poder que possui hoje, o meio de comunicação que possuía mais impacto e alcance era o jornalismo impresso por jornais e revistas, mas o que as pessoas queriam mesmo ver na mídia era: Roberto Carlos,Caetano Veloso,Chico Buarque e mundialmente os Beatles.O cinema também ganhava força,ainda não tinha uma conotação tão comercial,era algo tão romântico quanto a poesia em anos anteriores.o cinema brasileiro precisava ser elogiado pela crítica internacional para ser apreciado no próprio país,entre algumas obras de destaque nacional estão:Macunaíma,Garota de Ipanema e Dragão da maldade, internacionalmente Havia uma onda de cinema ‘’cult” pelos filmes de Jean Luc Godard. Até a literatura compactuava com o boom de revolução,entre a lista dos mais vendidos se encontrava os best sellers de nomes como Marx, Mão Tse Tung, Che Guevara e Marcuse, livros preferidos dos estudantes,que se iniciavam como lideres estudantis e acabariam como grandes nomes da política brasileira.

Ao analisarmos esses fatos sem duvida nenhuma medimos a importância dos acontecimentos de 68 que nada mais é de um processo que esperava pra explodir desde anos anteriores,de uma geração regada há excessos e como Bob Dylan falou era uma juventude que possuía ideais.acredito que possa ser chamado de um ano que não terminou pelo legado que nos deixou,iniciaram processos sócio-culturais com a esperança de que a geração seguinte terminasse, é claro que em partes não posso deixar de concordar com alguns autores que diziam que 68 foi uma histeria coletiva, em parte essa afirmação é um absurdo mas faz sentido se analisarmos que muita gente que fazia parte das manifestações, não possuía ideais algum, e estavam ali apenas pela bagunça e divertimento,mas é claro que o dilema “ sexo,drogas e rock and roll” apenas pegou carona num dos maiores processos revolucionários do mundo contemporâneo.

Hoje esses acontecimentos fazem aniversário de 40 anos e vemos que dificilmente serão esquecidos, muitos anos vão se passar e 1968 ainda será festejado,para alguns com aquele gostinho de nostalgia,para outros com a repulsa de trazer algo morto de volta a vida.